Componentes do Bloco de Terminais: Construção e Peças Explicadas

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Introdução: A Anatomia da Conexão

Ao especificar blocos de terminais para painéis de controle, sistemas de automação industrial ou aplicações de distribuição de energia, os engenheiros frequentemente se concentram nas classificações de corrente, classes de tensão e compatibilidade de fios. No entanto, o verdadeiro desempenho — e os potenciais pontos de falha — residem na construção interna do bloco de terminais. Entender os componentes do bloco de terminais não é acadêmico; é essencial para tomar decisões de especificação informadas que afetam a eficiência da instalação, a confiabilidade a longo prazo e a conformidade com a segurança.

Os blocos de terminais são sistemas projetados, não meros conectores. Cada componente tem uma função específica: as caixas isolantes evitam choques elétricos, as barras de distribuição condutoras transportam corrente, os mecanismos de fixação mantêm a pressão de contato e os sistemas de montagem garantem a estabilidade mecânica. Os materiais selecionados para cada componente — desde poliamida reforçada com vidro até aço inoxidável cromo-níquel — determinam o desempenho sob vibração, temperaturas extremas e exposição a produtos químicos.

Este guia fornece uma análise sistemática da construção do bloco de terminais, examinando a função, os materiais e os requisitos de normas de cada componente. Seja você projetando um novo painel de controle, selecionando substituições para manutenção ou avaliando fornecedores, esta lição de anatomia o ajudará a especificar blocos de terminais com confiança.

Componentes Principais: O Que Faz um Bloco de Terminais Funcionar

Cada bloco de terminais, independentemente da tecnologia de conexão, consiste em quatro componentes funcionais primários que trabalham juntos como um sistema projetado. Entender esses componentes — suas funções, materiais e interações — é fundamental para a especificação e aplicação adequadas.

Vista em corte dos componentes internos do bloco de terminais, incluindo caixa, mecanismo de fixação e barra coletora condutora
Figura 2: Análise em corte mostrando a engenharia interna do conjunto do bloco de terminais (Tipo TB-400).

1. Caixa Isolante (Corpo)

A caixa serve como a estrutura não condutora que contém todos os componentes internos, protegendo os usuários contra choques elétricos. Mais do que apenas uma carcaça de plástico, a caixa deve suportar o estresse mecânico durante a instalação, manter a estabilidade dimensional em todas as faixas de temperatura e fornecer distâncias de fuga e folga adequadas entre os condutores.

2. Barra de Distribuição Condutora (Elemento Condutor de Corrente)

Esta “ponte” de metal forma o caminho elétrico entre os fios conectados. O material, a área da seção transversal e o revestimento da superfície da barra de distribuição determinam sua capacidade de condução de corrente, resistência e resistência à corrosão. O design adequado da barra de distribuição garante queda de tensão e geração de calor mínimas sob carga.

3. Mecanismo de Fixação

O mecanismo de fixação prende fisicamente o fio à barra de distribuição, mantendo a pressão de contato constante ao longo do tempo. Diferentes tecnologias — parafuso, gaiola de mola, push-in — oferecem compensações entre velocidade de instalação, resistência à vibração e compatibilidade de fios.

4. Sistema de Montagem

Os sistemas de montagem fixam os blocos de terminais a Trilhos DIN, painéis ou PCBs, proporcionando estabilidade mecânica e alinhamento adequado. O método de montagem afeta a densidade da instalação, a acessibilidade para fiação e a resistência à vibração ou choque mecânico.

Esses componentes trabalham em conjunto: a caixa isola, a barra de distribuição conduz, a braçadeira fixa e o sistema de montagem estabiliza. A seleção de materiais para cada componente cria um bloco de terminais otimizado para condições ambientais e requisitos de desempenho específicos.

Tabela 1: Funções e Materiais dos Componentes do Bloco de Terminais

Componente Função principal Materiais comuns Requisitos de Normas
Caixa Isolante Isolamento elétrico, proteção mecânica, resistência ambiental Poliamida 6.6 (PA66), PBT, Policarbonato (PC) Classificação de inflamabilidade UL 94V-0, fuga/folga IEC 60664-1
Barra de Distribuição Condutora Condução de corrente, caminho de baixa resistência Cobre eletrolítico, latão (estanhado/niquelado/prateado) Classificação de corrente IEC 60947-7-1, limites de elevação de temperatura
Mecanismo de aperto Conexão segura do fio, manter a pressão de contato Parafuso: aço zincado; Mola: aço cromo-níquel; Push-in: aço inoxidável Durabilidade mecânica (IEC 60947-7-1), resistência à vibração (IEC 60068-2-6)
Sistema de montagem Fixação mecânica, alinhamento, resistência à vibração Clipes de aço para molas, pés tipo parafuso, designs de encaixe Normas de trilho DIN (IEC 60715), requisitos de força de retenção
Peças Auxiliares Funcionalidade adicional, marcação, proteção Jumpers (cobre/latão), placas terminais (PA66/PBT), etiquetas de marcação Compatibilidade com os componentes principais, normas secundárias

Caixa e Isolamento: Segurança e Durabilidade

A caixa isolante é a primeira linha de defesa do bloco de terminais contra choque elétrico, riscos ambientais e danos mecânicos. Mais do que apenas uma carcaça de plástico, a caixa deve atender a requisitos de engenharia precisos para resistência dielétrica, resistência à chama, tenacidade mecânica e estabilidade dimensional em todas as temperaturas de operação.

Seleção de Materiais: Termoplásticos de Engenharia vs. Termofixos

Os blocos de terminais industriais usam principalmente três termoplásticos de engenharia, cada um com propriedades distintas:

Poliamida 6.6 (Nylon 66) – O padrão da indústria para aplicações de uso geral:

  • Propriedades principais: Alta resistência mecânica, flexibilidade (resiste a rachaduras durante a instalação), excelente resistência ao calor (normalmente 125°C contínuos)
  • Utilização comum: Versões reforçadas com vidro (PA66 GF30) para maior rigidez e estabilidade dimensional
  • Classificação de Inflamabilidade: Norma UL 94V-0 para comportamento autoextinguível

PBT (Politereftalato de Butileno) – A escolha para precisão e resistência à umidade:

  • Propriedades principais: Baixa absorção de umidade (<0,1%), estabilidade dimensional excepcional, boa resistência química
  • Utilização comum: Ambientes de alta umidade, aplicações que exigem tolerâncias restritas
  • Faixa De Temperatura: Normalmente 130-140°C contínuos

Policarbonato (PC) – Para transparência e resistência ao impacto:

  • Propriedades principais: Excelente clareza, alta resistência ao impacto, boa estabilidade térmica
  • Limitações: Sensível a certos produtos químicos (solventes, álcalis)
  • Utilização comum: Tampas transparentes, aplicações que exigem inspeção visual

Considerações Críticas de Design

Distâncias de Fuga e Folga: A caixa deve manter distâncias mínimas entre os condutores com base nas classificações de tensão (IEC 60664-1). Blocos de tensão mais alta exigem dimensões físicas maiores.

Classe de Temperatura: Os materiais da caixa devem suportar as temperaturas máximas de operação sem deformação ou perda de propriedades dielétricas. As aplicações industriais normalmente exigem um mínimo de 105°C, com 125°C se tornando o padrão para equipamentos modernos.

Retardância à Chama: A certificação UL 94V-0 indica que o material se autoextingue em 10 segundos e não goteja partículas em chamas — essencial para a segurança do painel de controle.

Resistência Química: Os blocos de terminais em plantas químicas, ambientes marinhos ou processamento de alimentos devem resistir a óleos, solventes, ácidos e álcalis sem degradação.

A seleção do material da caixa impacta diretamente a experiência de instalação (flexibilidade vs. rigidez), a confiabilidade a longo prazo (absorção de umidade) e a conformidade de segurança (classificações de inflamabilidade).

Mecanismos de Fixação: Tecnologias de Parafuso, Mola e Push-in

O mecanismo de fixação é o componente ativo do bloco de terminais — a interface onde o fio encontra a barra de distribuição. Três tecnologias primárias dominam as aplicações industriais, cada uma com princípios de operação, vantagens e casos de uso ideais distintos.

Comparação dos mecanismos de fixação de blocos de terminais tipo parafuso, gaiola de mola e push-in
Figura 4: Comparação lado a lado das tecnologias de fixação tipo parafuso, gaiola de mola e push-in.

1. Fixação Tipo Parafuso

Princípio De Funcionamento: Um parafuso de aço endurecido comprime o fio contra a barra de distribuição através de força mecânica direta. O parafuso aplica pressão através de uma gaiola de metal ou placa de pressão que distribui a força através do condutor.

Componentes principais:

  • Parafuso: Aço zincado ou galvanizado para resistência à corrosão
  • Placa/Gaiola de Pressão: Latão ou aço para distribuir a força de fixação
  • Inserto Roscado: Latão ou aço para durabilidade

Vantagens:

  • Compatibilidade universal de fios (sólido, trançado, multifilar)
  • Alta força de fixação para condutores grandes
  • Verificação visual do aperto da conexão
  • Manutenção em campo com ferramentas padrão

Limitações:

  • Tempo de instalação (requer ferramentas com controle de torque)
  • Suscetibilidade à vibração (requer reaperto periódico)
  • Sensibilidade ao torque (aperto excessivo danifica os condutores)

2. Fixação por Gaiola de Mola (CAGE CLAMP®)

Princípio De Funcionamento: Um elemento de aço mola cromo-níquel fornece pressão constante no condutor. A inserção requer a abertura da mola com uma ferramenta; a remoção também requer operação com ferramenta.

Componentes principais:

  • Elemento de Mola: Aço cromo-níquel para elasticidade e resistência à corrosão
  • Barra de Corrente: Cobre eletrolítico com superfície estanhada
  • Alavanca de Operação: Ponto de acesso de ferramenta integrado

Vantagens:

  • Livre de manutenção (pressão constante da mola)
  • Conexões à prova de vibração
  • Instalação rápida após o uso inicial da ferramenta
  • Ampla faixa de condutores (0,08–35 mm² / 28–2 AWG)

Limitações:

  • Requer ferramenta para inserção/remoção
  • Limitado a tipos de fio compatíveis
  • Custo inicial do componente mais alto

3. Fixação por Mola Push-in

Princípio De Funcionamento: Um mecanismo de mola permite a inserção sem ferramentas de condutores rígidos. A rigidez do condutor fornece força contrária contra a mola; a remoção requer uma ferramenta.

Componentes principais:

  • Mecanismo de Mola: Aço inoxidável ou liga de cromo-níquel
  • Entrada de Funil: Guia o condutor para o ponto de contato
  • Unidades de Fixação Separadas: Impede múltiplos condutores por ponto

Vantagens:

  • Instalação sem ferramentas (economia de tempo significativa)
  • Feedback de conexão positivo
  • Design compacto para alta densidade
  • Ideal para condutores rígidos ou com terminais

Limitações:

  • Requer ferramenta para remoção
  • Limitado a tipos de condutores específicos
  • Não adequado para todos os fios trançados sem terminais

Matriz de Seleção de Tecnologia

Cada tecnologia de fixação se destaca em aplicações específicas:

  • Tipo parafuso: Distribuição de energia de alta corrente, tipos de fio mistos, requisitos de serviço de campo
  • Gaiola de mola: Ambientes de vibração, aplicações sem manutenção, amplas faixas de condutores
  • Push-in: Montagem de painel de alto volume, instalações com tempo crítico, aplicações de condutores rígidos

Tabela 2: Comparação de Mecanismos de Fixação

Recurso Tipo Parafuso Gaiola de Mola Push-in
Operação Ferramenta necessária (chave de torque) Ferramenta para inserção/remoção Inserção sem ferramenta, remoção com ferramenta
Compatibilidade de fios Universal (sólido, trançado, multifilar) Ampla faixa (0,08-35 mm²) Condutores rígidos (sólidos, multifilares com terminal)
Velocidade de Instalação Lento (requer controle de torque) Médio (operação com ferramenta) Rápido (sem ferramenta)
Resistência à vibração Requer reaperto periódico Excelente (pressão constante da mola) Bom (com mola)
Manutenção Reparável em campo, requer inspeção Livre de manutenção Baixa manutenção
Aplicações ideais Distribuição de energia de alta corrente, tipos de fios mistos Ambientes de vibração, requisitos de ausência de manutenção Montagem de painéis de alto volume, instalações com tempo crítico
Padrões De Conformidade IEC 60947-7-1, UL 1059 (Grupo C) IEC 60947-7-1, UL 1059 (Grupo B/C) IEC 60947-7-1, UL 1059 (Grupo B/C)

A escolha do mecanismo de fixação afeta diretamente a eficiência da instalação, a confiabilidade a longo prazo e o custo total de propriedade ao longo do ciclo de vida do equipamento.

Contato do Condutor e Caminho da Corrente

A interface de contato do condutor é onde o desempenho elétrico encontra o design mecânico. Uma conexão adequada requer área de contato suficiente, pressão apropriada e materiais resistentes à corrosão para manter baixa resistência durante a vida útil do bloco de terminais.

Esquema de fiação do bloco de terminais com especificações de torque, comprimentos de decapagem e pontos de conexão
Figura 3: Esquema de fiação detalhado ilustrando a inserção adequada, as configurações de torque e os comprimentos de decapagem.

Materiais de Contato e Revestimento

Materiais de Base:

  • Cobre Eletrolítico: Maior condutividade (100% IACS), ideal para aplicações de alta corrente
  • Latão (Cobre-Zinco): Boa condutividade (28% IACS) com maior resistência mecânica
  • Bronze Fosforoso: Excelentes propriedades de mola para mecanismos de fixação

Revestimento de Superfície:

  • Estanho (Sn): Revestimento padrão para uso geral, evita a oxidação do cobre
  • Níquel (Ni): Resistência à corrosão aprimorada, maior tolerância à temperatura
  • Prata (Ag): Condutividade superior e resistência à oxidação para aplicações de alta tensão
  • Ouro (Au): Limitado a aplicações de nível de sinal que exigem resistência de contato mínima

Pressão de Contato e Resistência

Pressão de contacto ideal:

  • Condutores Sólidos: 15-25 N (newtons) por ponto de contato
  • Condutores Multifilares: 20-30 N para compensar as irregularidades da superfície
  • Multifilares Finos com Terminais: 25-35 N para conexões crimpadas seguras

Resistência de contacto:

  • Blocos de terminais de alta qualidade mantêm <0,5 mΩ por conexão
  • A resistência aumenta com a temperatura (tipicamente 0,4% por °C)
  • O torque/força da mola adequados minimizam a variação da resistência ao longo do tempo

Design do Caminho da Corrente

Área da Seção Transversal:

  • As dimensões da barra de distribuição devem suportar a corrente nominal sem aumento excessivo da temperatura
  • Design típico: seção transversal de 1 mm² por 5-8A de corrente contínua (cobre)
  • Redução de corrente necessária para temperaturas ambientes acima de 40°C

Dissipação de calor:

  • A resistência de contato gera calor (P = I²R)
  • O design da caixa deve permitir a transferência de calor para o ambiente
  • Blocos de vários níveis exigem considerações térmicas adicionais

Fatores de Compatibilidade do Fio

Tipo de Condutor:

  • Fio Sólido: Melhor para terminais tipo parafuso, mantém a forma sob pressão
  • Fio Multifilar: Requer maior força de fixação, beneficia-se de terminais
  • Multifilar Fino: Deve usar terminais com terminais de mola/inserção

Comprimento de decapagem:

  • A decapagem insuficiente expõe o isolamento à pressão de fixação
  • A decapagem excessiva reduz a área de contato e aumenta o risco de oxidação
  • As especificações do fabricante normalmente indicam o comprimento ideal de decapagem

A interface de contato do condutor representa o “gargalo” elétrico do bloco de terminais. A seleção adequada do material, a pressão adequada e a preparação apropriada do fio garantem resistência mínima, geração de calor reduzida e confiabilidade a longo prazo.

Sistemas de Montagem: Trilho DIN e Integração em Painel

Os sistemas de montagem fornecem estabilidade mecânica, garantem o alinhamento adequado e facilitam a densidade de instalação. A escolha entre montagem em trilho DIN, montagem em painel ou montagem em PCB afeta o fluxo de trabalho de instalação, a acessibilidade de manutenção e a resistência à vibração ou choque mecânico.

Blocos de terminais VIOX montados em trilho DIN em um painel de controle industrial
Figura 1: Instalação profissional de blocos de terminais VIOX em um trilho DIN padrão de 35 mm.

Normas de Montagem em Trilho DIN

Tipos Primários de Trilho DIN:

  • Trilho Top Hat (TH35): 35 mm de largura, 7,5 mm de altura – padrão europeu (IEC 60715)
  • Trilho G (G32): 32 mm de largura – padrão norte-americano
  • Mini Trilho (15 mm): Para aplicações compactas

Mecanismos de Montagem:

  • Clipe com Mola: Instalação rápida sem ferramentas, resistente à vibração
  • Pé Tipo Parafuso: Bloqueio mecânico positivo, maior força de retenção
  • Design de Encaixe: Montagem sem ferramentas para aplicações de alto volume

Considerações Críticas de Montagem

Resistência à vibração:

  • Os designs de clipe com mola mantêm a tensão sob vibração
  • As montagens tipo parafuso exigem arruelas de travamento ou compostos de travamento de rosca
  • O material do trilho DIN (aço vs alumínio) afeta as características de amortecimento

Expansão Térmica:

  • Os materiais do bloco de terminais e do trilho DIN devem ter coeficientes de expansão compatíveis
  • As caixas de plástico expandem mais do que os trilhos de metal (normalmente 8-10x)
  • O design deve acomodar a expansão diferencial sem concentração de tensão

Densidade de Instalação:

  • As dimensões do passo determinam os blocos por metro de trilho
  • Blocos de vários níveis aumentam a densidade, mas reduzem a dissipação de calor
  • Requisitos de espaçamento mínimo para raio de curvatura do fio

Alternativas de Montagem em Painel e PCB

Montagem no painel:

  • Montagem direta com parafuso no painel traseiro do invólucro
  • Requer furos perfurados/roscados ou suportes de montagem
  • Fornece máxima estabilidade mecânica

Montagem em PCB:

  • Designs de furo passante ou montagem em superfície
  • O passo deve corresponder à grade da PCB (normalmente 2,54 mm, 5,08 mm, 7,62 mm)
  • Requisitos de compatibilidade de soldagem por onda

Sistemas Híbridos:

  • Blocos de terminais montados em trilho DIN com conectores de PCB conectáveis
  • Réguas de terminais montadas em painel com acesso à fiação de campo

Padrões De Conformidade

Normas de Trilho DIN:

  • IEC 60715: Dimensões e montagem de aparelhagem de baixa tensão em trilhos
  • UL 508A: Painéis de controle industrial (inclui montagem de bloco de terminais)
  • EN 50022: Especificações do trilho TH35

Ensaios mecânicos:

  • Resistência à vibração (IEC 60068-2-6)
  • Resistência ao choque (IEC 60068-2-27)
  • Durabilidade mecânica (IEC 60947-7-1)

O sistema de montagem representa a base mecânica do bloco de terminais. A seleção adequada garante conexões estáveis, facilita o acesso à manutenção e resiste a tensões ambientais durante toda a vida operacional do equipamento.

Especificações Técnicas e Classificações

O desempenho do bloco de terminais é quantificado por meio de especificações padronizadas que definem as capacidades elétricas, mecânicas e ambientais. A compreensão dessas classificações garante a aplicação adequada e a conformidade com os padrões da indústria.

Classificações eléctricas

Classificação de Corrente (Amperagem):

  • Definida pela corrente contínua máxima sem exceder os limites de temperatura
  • Normalmente classificada a 40°C de temperatura ambiente
  • Redução necessária para temperaturas ambientes mais altas (normalmente 0,8% por °C acima de 40°C)

Tensão Nominal:

  • Tensão de funcionamento: Tensão operacional contínua máxima (normalmente 600V AC/DC)
  • Tensão de impulso: Tensão suportável de curta duração (normalmente 6kV para 1,2/50µs)
  • Tensão de isolamento: Tensão entre condutores e trilho de montagem (normalmente 2500V AC)

Resistência de contacto:

  • Medida em miliohms (mΩ) por conexão
  • Blocos de terminais de qualidade: <0,5 mΩ de resistência inicial
  • Aumenta com a temperatura e o envelhecimento

Especificações mecânicas

Faixa de fio:

  • Expresso em AWG (American Wire Gauge) e mm² (milímetros quadrados)
  • Intervalos industriais típicos: 22-10 AWG (0,5-6 mm²) a 4-2/0 AWG (25-95 mm²)
  • Deve acomodar condutores sólidos e flexíveis

Tabela 3: Compatibilidade de Calibre de Fio e Correntes Nominais

Tamanho do fio (AWG) Secção Transversal (mm²) Condutor Sólido Condutor Flexível Terminais Tubulares Necessários Corrente nominal típica
22-18 0.5-1.0 Sim Sim (mola/inserção por pressão) Opcional (inserção por pressão) 5-15A
16-14 1.5-2.5 Sim Sim Recomendado 20-32A
12-10 4.0-6.0 Sim Sim Recomendado 30-50A
8-6 10-16 Sim Limitado (tipo parafuso) Necessário (mola/inserção por pressão) 60-100A
4-2 25-35 Sim Limitado (tipo parafuso) Necessário (mola/inserção por pressão) 100-150A
1/0-2/0 50-70 Sim Limitado (tipo parafuso) Necessário (mola/inserção por pressão) 150-200A

Nota: As classificações pressupõem uma temperatura ambiente de 40°C, sendo necessária uma redução para temperaturas mais elevadas.

Especificações de binário:

  • Terminais tipo parafuso: 0,5-2,5 Nm dependendo do tamanho do fio
  • Terminais de gaiola de mola: Força de mola pré-definida (normalmente 15-30 N)
  • Crítico para uma pressão de contato adequada sem danificar o condutor

Passo de Montagem:

  • Distância centro a centro entre os terminais
  • Passos comuns: 5mm, 5,08mm, 6,2mm, 8,2mm, 10mm, 12mm
  • Determina a densidade de instalação e as distâncias de folga

Classificações ambientais

Faixa De Temperatura:

  • Funcionamento: Tipicamente -40°C a +105°C ou +125°C
  • Armazenamento: -40°C a +85°C
  • Limitações dependentes do material

Classificação IP (Proteção contra Penetração):

  • IP20: Padrão para uso interno em painéis de controle
  • IP65/IP67: Para aplicações expostas ou de lavagem
  • Requer juntas, vedações ou caixas especiais

Retardância à Chama:

  • UL 94V-0: Autoextinguível em 10 segundos
  • IEC 60695: Normas de teste de fio incandescente
  • Requisitos de certificação de materiais

Padrões De Conformidade

IEC 60947-7-1:

  • Norma internacional primária para bornes
  • Define limites de aumento de temperatura (máximo de 45K)
  • Especifica testes de resistência mecânica

UL 1059:

  • Norma norte-americana de componentes
  • Limites de aumento de temperatura mais rigorosos (máximo de 30K)
  • Classificações de Grupo de Uso (A, B, C, D)

Normas de Trilho DIN:

  • IEC 60715: Dimensões e montagem do trilho
  • EN 50022: Especificações do trilho TH35
  • Requisitos de força de retenção mecânica

Tabela 4: Matriz de Conformidade com Normas: IEC, UL, DIN

Categoria Padrão IEC (Internacional) UL / CSA (América do Norte) DIN / EN (Europa)
Bloco de Terminais (Geral) IEC 60947-7-1 (Potência)
IEC 60947-7-2 (Terra de Proteção)
UL 1059
CSA C22.2 ° 158
EN 60947-7-1
VDE 0611
Calha de montagem IEC 60715 UL 508A (Referência) EN 50022 (TH35)
DIN 46277
Inflamabilidade / Segurança contra Incêndio IEC 60695-2 (Fio Incandescente) UL 94 (V-0, V-1, V-2) EN 45545-2 (Ferroviário)
DIN 5510-2
Grau de Proteção (IP) IEC 60529 (Código IP) NEMA 250 (Tipos de Invólucro) EN 60529
DIN 40050
Vibração e Choque IEC 60068-2-6 (Vibração)
IEC 60068-2-27 (Choque)
UL 1059 (Teste de Segurança) EN 61373 (Material Rodante Ferroviário)
Distância de Escoamento e Isolamento IEC 60664-1 UL 840 EN 60664-1
VDE 0110

Compreender as especificações técnicas permite a seleção adequada de bornes com base nos requisitos reais da aplicação, em vez de alegações de marketing. Sempre verifique as classificações em relação às normas aplicáveis para sua região geográfica e setor industrial.

Seleção de Componentes para Requisitos de Aplicação

Selecionar bornes com base nos requisitos da aplicação, em vez de especificações genéricas, garante desempenho ideal, confiabilidade e custo total de propriedade. A seguinte estrutura de decisão aborda cenários industriais comuns.

Critérios de Seleção Específicos da Aplicação

Fiação do Painel de Controle (Propósito Geral):

  • Habitação: Poliamida 6.6 (PA66) com reforço de vidro
  • Clamping: Gaiola de mola para resistência à vibração
  • Faixa de fio: 22-10 AWG (0,5-6 mm²)
  • Classificação atual: 20-32A contínuo
  • Normas: IEC 60947-7-1, UL 1059 Grupo C

Distribuição de Energia (Alta Corrente):

  • Habitação: PBT para estabilidade dimensional
  • Clamping: Tipo parafuso para alta força de fixação
  • Faixa de fio: 14-2/0 AWG (2,5-95 mm²)
  • Classificação atual: 40-125A contínuo
  • Normas: IEC 60947-7-1 com redução de corrente para ambiente >40°C

Ambientes Propensos a Vibração (Transporte, Maquinário):

  • Habitação: PA66 com resistência aprimorada ao impacto
  • Clamping: Gaiola de mola com mecanismo de travamento positivo
  • Materiais: Molas de aço inoxidável, revestimento resistente à corrosão
  • Ensaios: Conformidade com vibração IEC 60068-2-6

Ambientes de Alta Umidade ou Corrosivos (Marinho, Químico):

  • Habitação: PBT ou policarbonato com resistência química
  • Clamping: Tipo parafuso com componentes de aço inoxidável
  • Revestimento: Níquel ou prata para proteção contra corrosão
  • Classificação IP: IP65 mínimo para aplicações expostas

Matriz de Decisão para Cenários Comuns

Aplicação Critérios de Prioridade Tecnologia Recomendada Normas-chave
Painel de Controle Geral Resistência à vibração, livre de manutenção Gaiola de mola IEC 60947-7-1, UL 1059 Grupo C
Alimentador de Alta Corrente Força de fixação, dissipação térmica Tipo parafuso IEC 60947-7-1 com redução de corrente
Montagem de Alto Volume Velocidade de instalação, densidade Mola de pressão IEC 60947-7-1, UL 1059 Grupo B/C
Ambiente Agressivo Resistência química, proteção contra corrosão Tipo parafuso com componentes de aço inoxidável IP65, IEC 60068-2-11
Tipos de Fio Mistos Compatibilidade universal Tipo parafuso IEC 60947-7-1, UL 1059 Grupo C

Considerações Críticas

Custo total de propriedade:

  • Custo inicial do componente vs. mão de obra de instalação
  • Requisitos de manutenção e tempo de inatividade
  • Confiabilidade a longo prazo e frequência de substituição

Padrões De Conformidade:

  • Requisitos geográficos (IEC vs. UL/NEC)
  • Certificações específicas do setor (ATEX, marítimo, ferroviário)
  • Conformidade com as especificações do cliente

Preparar para o futuro:

  • Capacidade sobressalente para expansão futura
  • Compatibilidade com os sistemas existentes
  • Disponibilidade de peças de reposição

A seleção orientada pela aplicação vai além das especificações do catálogo para corresponder às capacidades do borne com as condições operacionais reais. Essa abordagem minimiza falhas em campo, reduz os custos totais do ciclo de vida e garante a conformidade com os padrões relevantes.

Perguntas Frequentes

1. Qual é a diferença entre os materiais da caixa dos blocos de terminais (PA66 vs PBT vs PC)?

PA66 (Poliamida 6.6) oferece excelente resistência mecânica e flexibilidade, tornando-o ideal para aplicações industriais gerais. PBT (Politereftalato de Butileno) proporciona estabilidade dimensional superior e resistência à umidade para aplicações de precisão. PC (Policarbonato) oferece alta resistência ao impacto e transparência para requisitos de inspeção visual. A seleção depende das condições ambientais e dos requisitos mecânicos.

2. Como escolher entre mecanismos de fixação por parafuso, gaiola de mola e push-in?

Tipo parafuso terminais fornecem compatibilidade universal de fios e capacidade de manutenção em campo. Gaiola de mola terminais oferecem conexões livres de manutenção e resistentes à vibração. Push-in terminais permitem a instalação sem ferramentas para condutores rígidos. Escolha com base na velocidade de instalação, requisitos de manutenção e condições ambientais.

3. Qual a corrente nominal que devo selecionar para minha aplicação?

Selecione um bloco de terminais com uma classificação de pelo menos 150% da sua corrente contínua máxima esperada. Aplique a redução para temperaturas ambientes acima de 40°C (tipicamente 0,8% por °C). Considere tanto a classificação do bloco de terminais quanto a ampacidade do fio.

4. Como as normas IEC 60947-7-1 e UL 1059 diferem?

IEC 60947-7-1 é a norma internacional com um aumento máximo de temperatura de 45K. UL 1059 é a norma norte-americana com limites de aumento de temperatura mais rigorosos de 30K e classificações de Grupo de Uso (A, B, C, D). Os produtos podem ter classificações duplas com valores diferentes para cada norma.

5. Qual a preparação do fio necessária para diferentes tipos de terminais?

Tipo parafuso: Fios sólidos ou trançados, comprimento de decapagem de acordo com as especificações do fabricante. Gaiola de mola: Sólido, trançado ou multifilar com comprimento de decapagem adequado. Push-in: Condutores rígidos (sólidos ou trançados com terminal), comprimento de decapagem preciso é crítico. Siga sempre as especificações do fabricante.

6. Como os blocos de terminais lidam com vibração e ciclos térmicos?

Os blocos de terminais de qualidade utilizam mecanismos de mola que mantêm pressão constante durante a vibração. Materiais com coeficientes de expansão térmica compatíveis evitam a concentração de tensões. Os designs incluem recursos de travamento positivo e componentes resistentes à corrosão para ambientes agressivos.

Soluções de Blocos de Terminais VIOX

A VIOX Electric projeta e fabrica blocos de terminais projetados para confiabilidade e desempenho industrial. Nossa gama de produtos combina experiência em ciência dos materiais com fabricação de precisão para fornecer soluções de conexão que resistem a condições operacionais exigentes.

Características dos Blocos de Terminais VIOX:

  • Engenharia de Materiais: Caixas de PA66 reforçado com vidro, PBT resistente à umidade e policarbonato resistente ao impacto
  • Tecnologias de Fixação: Mecanismos tipo parafuso, gaiola de mola e push-in para diversos requisitos de aplicação
  • Padrões De Conformidade: Produtos com classificação dupla que atendem às normas IEC 60947-7-1 e UL 1059 com aprovações globais
  • Desempenho térmico: Projetos otimizados para dissipação de calor com orientação de redução para temperaturas ambientes elevadas
  • Eficiência da instalação: Opções com e sem ferramentas, equilibrando velocidade com confiabilidade

Suporte Técnico e Assistência de Especificação:

Nossa equipe de engenharia fornece orientação específica para a aplicação na seleção de blocos de terminais com base em:

  • Requisitos de corrente e tensão
  • Condições ambientais (temperatura, umidade, exposição química)
  • Fatores de vibração e estresse mecânico
  • Necessidades de conformidade com as normas (IEC, UL, ATEX, marítima)
  • Otimização do fluxo de trabalho de instalação

Explore os Produtos de Blocos de Terminais VIOX: https://viox.com/terminal-block

Para especificações técnicas, orientação de aplicação ou consultas sobre soluções personalizadas, entre em contato com nossa equipe de suporte de engenharia através do site da VIOX ou do seu representante local da VIOX.

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Oi, eu sou o zé, um profissional dedicado, com 12 anos de experiência na indústria elétrica. Em VIOX Elétrico, o meu foco é no fornecimento de alta qualidade elétrica de soluções sob medida para atender as necessidades de nossos clientes. Minha experiência abrange automação industrial, fiação residencial, comercial e sistemas elétricos.Contacte-me [email protected] se vc tiver alguma dúvida.

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